Sistema estelar surpreende cientistas ao revelar buracos negros supermassivos a apenas 175 parsecs de distância.

Astrônomos liderados por Jianghao Huyan e Júlia M. Sisk-Reynés identificaram dois buracos negros supermassivos ativos a uma distância extremamente curta no universo primordial, conforme informação divulgada por xx.

A dupla de objetos cósmicos está situada na galáxia MG B2016+112, observada em uma época em que o universo tinha apenas cerca de dois bilhões de anos, representando o par mais compacto já registrado.

A descoberta desafia modelos cosmológicos atuais e foi obtida através de análises de arquivos espectroscópicos do instrumento VLT/MUSE, revelando detalhes cruciais sobre a fusão de galáxias no início dos tempos.

Evidências espectroscópicas do sistema MG B2016+112

Para confirmar a presença dos buracos negros supermassivos, os pesquisadores utilizaram dados arquivados de 2018 para extrair informações espectrais das três imagens geradas por lente gravitacional forte.

Após correções atmosféricas e de gás local, a equipe mediu a intensidade de linhas de emissão importantes, descobrindo que uma proporção específica de elementos indicava fontes ionizantes distintas.

Os cientistas estimaram massas similares para os objetos, onde o buraco negro associado às imagens A e B possui cerca de 20 a 23 milhões de massas solares, e o outro alcança 15 milhões de massas solares.

Taxas de alimentação em buracos negros distantes

O estudo também calculou os limites superiores para as taxas de alimentação desses buracos negros supermassivos, encontrando discrepâncias consideráveis entre os objetos celestes analisados.

Enquanto as fontes A e B operam em cerca de 47% e 51% de sua capacidade máxima de consumo, o terceiro buraco negro consome apenas 4% do limite máximo previsto.

Essa assimetria desafia simulações anteriores que previam taxas de alimentação mais aceleradas justamente para os componentes de menor massa dentro de um sistema binário cósmico.

Futuras observações com telescópios avançados

A confirmação do sistema como um AGN dual abre novas portas para entender o crescimento de buracos negros supermassivos durante fusões galácticas importantes no universo primitivo.

Os autores do estudo recomendam a realização de novas observações no infravermelho próximo para validar de forma independente as estimativas de massa calculadas até o momento.

Com uma separação projetada de 175 parsecs, equivalente a cerca de 570 anos-luz, o sistema oferece uma oportunidade única para estudar a evolução cósmica de perto.

Perguntas Frequentes

O que foi descoberto recentemente sobre buracos negros?

Astrônomos encontraram dois buracos negros supermassivos ativos separados por apenas 175 parsecs em uma galáxia do universo jovem.

Qual é a importância do sistema MG B2016+112?

Trata-se do par mais compacto de núcleos galácticos ativos duplos já descoberto a um alto desvio para o vermelho.

Como os cientistas conseguiram observar esses objetos distantes?

A equipe utilizou o fenômeno da lente gravitacional forte em dados do instrumento VLT/MUSE para magnificar a luz de fundo.