Operação removeu estruturas do SS Richard Montgomery no Rio Tâmisa para evitar risco de detonação
As autoridades do Reino Unido concluíram a remoção dos três mastros do SS Richard Montgomery, navio da Segunda Guerra Mundial que naufragou em 1944 no estuário do rio Tâmisa, na Inglaterra. O objetivo principal da intervenção foi eliminar o perigo imediato de desabamento sobre a carga bélica armazenada.
Apesar da operação bem-sucedida, cerca de 1.400 toneladas de explosivos e munições continuam armazenadas no fundo dos destroços da embarcação. A conclusão dos trabalhos foi anunciada oficialmente pelo Departamento de Transportes britânico em um comunicado enviado ao Parlamento.
A medida drástica buscou evitar que as estruturas metálicas, severamente deterioradas pelo tempo, caíssem sobre os artefatos e provocassem uma tragédia, conforme informação divulgada por galileu.
Remoção de mastros no rio Tâmisa
A retirada das estruturas foi recomendada por especialistas ainda em 2020, após avaliações apontarem que o peso dos mastros comprometia a estabilidade do navio naufragado há 82 anos. O arquiteto naval Nolan Conway, da empresa Resolve Marine Group, explicou que a embarcação estava inclinando e partes ao redor começavam a ceder.
Para realizar a operação sem causar impactos perigosos, os mergulhadores utilizaram uma técnica de corte com fio diamantado. O método foi escolhido especificamente por produzir menos vibrações na água, reduzindo drasticamente o risco de uma detonação acidental no local.
Destino dos destroços históricos
Após a conclusão do corte e retirada, os três mastros recuperados foram transportados para o Estaleiro Histórico de Chatham, um museu marítimo situado no condado de Kent, na Inglaterra. Os responsáveis apontaram que os elementos metálicos estavam surpreendentemente preservados.
Por outro lado, as áreas ao redor no convés apresentavam extrema fragilidade, exigindo movimentação cautelosa dos profissionais envolvidos na tarefa de salvamento marítimo na região.
Perigo continuo de explosão em navio
Construído em 1943 nos Estados Unidos, o navio transportava aproximadamente 7 mil toneladas de munições quando encalhou em um banco de areia próximo a Sheerness. A tripulação conseguiu descarregar metade da carga antes do afundamento causado por uma rachadura no casco.
Investigações apontam que, embora as bombas sejam impermeáveis, seus detonadores carecem da mesma proteção, criando riscos caso a água salgada penetre nos artefatos ao longo das décadas no fundo do rio Tâmisa.
Futuro das munições submersas
O comunicado recente do Departamento de Transportes britânico não estipulou nenhum plano futuro para a eventual remoção das milhares de toneladas de armamentos que permanecem submersas na área.
Por enquanto, as autoridades locais mantêm o monitoramento constante do naufrágio histórico, enquanto as restrições de voo nas imediações continuam rigorosamente em vigor para proteger a população.
Perguntas Frequentes
Por que a Inglaterra removeu os mastros do navio SS Richard Montgomery?
A remoção ocorreu para evitar que os mastros deteriorados desabassem sobre a carga explosiva e provocassem uma grande detonação no estuário do rio Tâmisa.
Quanto de material explosivo ainda continua no navio naufragado?
Cerca de 1.400 toneladas de explosivos, somando aproximadamente 13.700 artefatos, continuam no fundo do mar na embarcação da Segunda Guerra Mundial.
Existe algum plano para retirar os explosivos restantes do local?
Atualmente, o governo britânico não anunciou planos para remover as munições, optando por manter o monitoramento contínuo e restrições de voo na região.
Onde estão guardados os mastros que foram retirados do navio?
Os três mastros removidos foram levados para o Estaleiro Histórico de Chatham, um museu marítimo localizado no condado de Kent, na Inglaterra.

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