Pesquisa inédita usa pulsares para revelar limites de massa em buracos negros do universo primitivo.
Pesquisadores liderados por Yiqin Chen, da Universidade Normal de Pequim, conseguiram estabelecer os primeiros limites diretos para pares de buracos negros supermassivos na chamada aurora cósmica, um período inicial da história universal.
A descoberta publicada na revista Physical Review Letters utiliza redes de pulsares para monitorar ondulações no tecido do espaço-tempo conhecidas como ondas gravitacionais, permitindo compreender melhor como esses gigantes cósmicos cresceram tão rapidamente após o Big Bang, conforme informação divulgada por xx.
O avanço científico supera limitações anteriores ao considerar a expansão do universo e o desvio para o vermelho, conhecido como redshift, garantindo maior precisão na análise de sinais eletromagnéticos e gravitacionais distantes.
Desafios na detecção de ondas gravitacionais
Quando dois buracos negros supermassivos orbitam um ao outro, eles produzem ondas gravitacionais extremamente lentas que duram cerca de um ano por órbita, tornando os detectores terrestres tradicionais ineficazes para essa frequência específica.
Para solucionar esse problema, os cientistas recorrem a matrizes de sincronização de pulsares, que consistem em redes de estrelas de nêutrons em rotação rápida espalhadas pela galáxia, funcionando como relógios cósmicos que mudam de ritmo com a passagem das ondas.
O papel crucial do Parkes Pulsar Timing Array
A equipe liderada por Yiqin Chen analisou dezoito anos de observações de trinta pulsares coletadas pelo Parkes Pulsar Timing Array na Austrália, combinando os dados com posições conhecidas de quasares ultrabrilhantes e galáxias distantes identificadas pelo Telescópio Espacial James Webb.
Essa metodologia permitiu calcular restrições rigorosas sobre a massa verdadeira dos sistemas binários, descartando a existência de pares com cerca de dez bilhões de massas solares ou mais durante a aurora cósmica do universo.
O futuro da astrofísica e novas descobertas
Os resultados demonstram que distâncias extremas não tornam os pares de buracos negros impossíveis de detectar, abrindo novos caminhos para a exploração astrofísica com o apoio de futuras instalações como o Square Kilometer Array.
A combinação de dados de diferentes matrizes de pulsares promete estreitar ainda mais essas restrições científicas, ajudando a desvendar o mistério de como corpos celestes tão massivos surgiram tão cedo na evolução universal.
Perguntas Frequentes
O que são buracos negros supermassivos no universo primitivo?
São corpos celestes massivos encontrados menos de um bilhão de anos após o Big Bang, com massas equivalentes a bilhões de sóis, cuja formação rápida ainda intriga os astrônomos.
Como os cientistas mediram esses buracos negros?
Os pesquisadores usaram matrizes de sincronização de pulsares para detectar ondas gravitacionais, contabilizando o efeito do redshift em dados de 18 anos coletados pelo Parkes Pulsar Timing Array.
Qual foi a principal descoberta da pesquisa liderada por Yiqin Chen?
A equipe estabeleceu os primeiros limites diretos de massa, descartando a presença de pares de buracos negros com dez bilhões de massas solares ou mais na aurora cósmica.

