Airton José Júnior atua nas eleições desde a volta do voto direto e relata transformações na Justiça Eleitoral brasileira.
A história das eleições no Brasil é marcada por profundas transformações tecnológicas ao longo das últimas décadas. Um dos principais reflexos dessa evolução pode ser visto na rotina de quem trabalha diretamente nos locais de votação durante os pleitos.
Em Brasília, no Distrito Federal, o mesário Airton José Júnior acumula uma trajetória impressionante de dedicação cívica. Ele atua como mesário desde 1989, ano que marcou a retomada do voto direto para presidente da República após o período de regime militar.
Atualmente atuando como presidente de seção na Asa Norte, Airton relata os desafios superados pela Justiça Eleitoral, conforme informação divulgada por BRASIL.
A rotina do voto em cédula de papel antes de 1996
Antes da introdução da urna eletrônica, o processo de votação exigia o uso de cédulas de papel colocadas dentro de urnas de lona. O trabalho dos mesários estendia-se por muitas horas após o encerramento da votação nas escolas públicas do Distrito Federal.
Ao final do pleito, as urnas eram transportadas para grandes ginásios para a contagem oficial. As cédulas precisavam ser distribuídas em bancadas e fiscalizadas rigorosamente por representantes de partidos e coligações políticas.
Airton descreve a apuração daquela época como uma tarefa extremamente árdua. A contagem manual de votos e candidatos ocorria de forma minuciosa e podia se estender por dois ou três dias consecutivos na capital federal.
A chegada da urna eletrônica e a agilidade na apuração
A realidade dos mesários mudou radicalmente a partir de 1996 com a adoção oficial da urna eletrônica em todo o território nacional. A tecnologia simplificou o registro dos votos e eliminou a necessidade de manuseio de milhares de cédulas de papel.
Com o novo sistema eletrônico, o resultado de cada seção passou a ser gravado diretamente em uma mídia digital específica. Esse dispositivo é encaminhado com rapidez para a Justiça Eleitoral realizar a totalização dos votos.
Para Airton, que continua presidindo sua seção em uma escola na quadra 312 da Asa Norte, o avanço tecnológico trouxe eficiência e agilidade incomparáveis para o processo democrático brasileiro.
Reencontros e paciência no dia da eleição em Brasília
Além do trabalho técnico, a zona eleitoral na Asa Norte transformou-se em um ponto tradicional de reencontro para moradores e ex-moradores da região administrativa. Amigos, vizinhos e antigos professores costumam se rever durante o pleito.
O mesário destaca a presença de eleitores com mais de 70 anos que mantêm o hábito de votar voluntariamente, mesmo sem a obrigatoriedade legal. Essa participação constante reforça o caráter comunitário do dia da votação na capital.
Diante de eventuais filas e do tempo necessário para atender alguns votantes, Airton faz questão de pedir paciência a todos. Segundo ele, o atendimento exige calma, especialmente devido à idade avançada de parte do eleitorado brasiliense.
Perguntas Frequentes
Desde quando Airton José Júnior atua como mesário?
Airton José Júnior trabalha como mesário ininterruptamente desde 1989, ano que marcou o retorno das eleições diretas para presidente da República no Brasil.
Onde fica a seção eleitoral presidida por Airton em Brasília?
Ele atua como presidente de seção em uma escola pública localizada na quadra 312 da Asa Norte, em Brasília, no Distrito Federal.
Como era feita a apuração dos votos antes da urna eletrônica?
Antes de 1996, as urnas de lona eram levadas para ginásios, onde as cédulas de papel eram contadas manualmente voto por voto, um processo que levava até três dias.
Qual é a principal mudança trazida pela urna eletrônica segundo o mesário?
A urna eletrônica eliminou a contagem manual demorada e permitiu que os resultados fossem gravados em mídias digitais enviadas rapidamente para a Justiça Eleitoral.

