Artistas globais assinam carta contra leis antiterrorismo que bloquearam livros da autora irlandesa
Uma carta aberta publicada nesta quarta-feira (21) pela revista New Statesman reuniu grandes nomes da cultura internacional em solidariedade à escritora irlandesa Sally Rooney, após sua editora interromper a distribuição de suas obras no Reino Unido devido a legislações locais.
Entre os signatários do documento estão os atores Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones, protagonistas da aclamada série Normal People, além de figuras de peso como Tilda Swinton, Susan Sarandon e vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, conforme informação divulgada por papelpop.
A mobilização surge como resposta direta à decisão da editora Faber & Faber, que suspendeu o fornecimento dos livros da autora após ela reafirmar apoio ao grupo Palestine Action e declarar intenção de destinar a ele os rendimentos obtidos no país.
Impacto da legislação britânica na literatura
O texto da carta aberta classifica a situação como uma grave ameaça à liberdade de expressão e afirma categoricamente que Sally Rooney é uma escritora e não uma terrorista, exigindo que seus livros voltem a estar disponíveis ao público do Reino Unido.
A decisão da editora Faber & Faber ocorreu em comum acordo com a autora e foi motivada pela legislação vigente no país, que impede o repasse de rendimentos financeiros a pessoas ou grupos associados a organizações consideradas terroristas pelas autoridades britânicas desde julho de 2025.
Apoio internacional a Sally Rooney
A controvérsia ganhou força após um artigo publicado por Sally Rooney em agosto de 2025 no jornal The Irish Times, onde a romancista reafirmou publicamente seu apoio político ao grupo Palestine Action e detalhou seus planos financeiros com as vendas.
Diante disso, a carta publicada na revista New Statesman reuniu uma ampla rede de apoio cultural, incluindo o diretor Lenny Abrahamson, o cineasta Jonathan Glazer e os ganhadores do Nobel JM Coetzee, Anne Carson e Annie Ernaux.
Revisão de normas pelo governo
Os artistas e intelectuais que assinaram o documento pediram formalmente que o governo do Reino Unido reveja as normas e a legislação antiterrorismo que levaram a essa suspensão comercial, apontando a medida como uma afronta direta aos direitos culturais.
A suspensão da circulação de obras literárias por motivos políticos gerou um intenso debate internacional sobre os limites da liberdade artística, o papel das editoras e o impacto das sanções financeiras aplicadas a criadores de conteúdo na Europa.
Perguntas Frequentes
Por que os livros de Sally Rooney foram retirados no Reino Unido?
A editora Faber & Faber suspendeu a distribuição dos livros porque a legislação britânica proíbe o repasse de rendimentos financeiros à autora, após ela apoiar o grupo Palestine Action.
Quais artistas assinaram a carta em defesa de Sally Rooney?
A carta conta com assinaturas de Paul Mescal, Daisy Edgar-Jones, Tilda Swinton, Susan Sarandon, Jonathan Glazer, Irvine Welsh e dos laureados com o Nobel JM Coetzee, Anne Carson e Annie Ernaux.
Onde a carta aberta foi publicada?
O documento de solidariedade foi publicado nesta quarta-feira (21) pela revista britânica New Statesman.
Qual é a posição dos signatários da carta?
Os artistas afirmam que Sally Rooney não é uma terrorista, defendem a liberdade de expressão e pedem que o governo britânico reveja as leis que impedem a venda de seus livros.

