Ministros e parlamentares da base governista classificam decisão do TSE sobre fake news da padroeira como censura e interferência

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram neste sábado, dia 26 de setembro de 2026, a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, André Mendonça, que determinou a retirada de publicações sobre uma notícia falsa envolvendo Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

A medida do TSE atingiu postagens de perfis da esquerda que propagavam a informação inverídica de que o parlamentar pretendia retirar o título de padroeira do Brasil da santa católica, gerando forte reação política no cenário nacional.

Figuras centrais da base governista apontaram a medida como cerceamento à liberdade de expressão, conforme informação divulgada por poder360.

Reação da base governista contra a decisão do TSE

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou em sua conta no X que impedir católicos de manifestarem devoção é um triste capítulo de censura e garantiu que ninguém vai calar o grupo governista.

O deputado federal Chico Alencar classificou a medida como um escândalo, destacando que Flávio Bolsonaro recorreu à Justiça e o ministro concordou prontamente com o pedido de remoção das postagens.

Impacto da ordem judicial nas redes sociais

A determinação de André Mendonça foi emitida na sexta-feira, exigindo que plataformas como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube tornassem indisponíveis conteúdos que associassem Flávio Bolsonaro à remoção do título da santa.

O Tribunal Superior Eleitoral atendeu a um pedido da campanha após um levantamento identificar mais de dois mil conteúdos com milhões de visualizações, alcançando links de políticos, teólogos e movimentos sociais.

Alvos da medida do Tribunal Superior Eleitoral

A ordem de remoção atingiu perfis de expressão da esquerda brasileira, incluindo Erika Hilton, Rogério Correia, Ivan Valente, o teólogo Leonardo Boff, Jean Wyllys, Pedro Rousseff e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

A desinformação teve origem no resgate de um projeto de lei antigo e arquivado do ano de 2007, apresentado por outro parlamentar, sendo amplificada após falha de cobertura jornalística posteriormente corrigida pela emissora responsável.

Perguntas Frequentes

Por que aliados de Lula criticaram o ministro André Mendonça?

Integrantes da base governista criticaram a decisão do ministro do TSE por considerarem que a remoção de publicações sobre o caso configura censura e interferência no processo eleitoral.

O que dizia a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida?

A informação falsa afirmava que o senador Flávio Bolsonaro pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, boato baseado em um projeto de lei arquivado de 2007.

Quais perfis foram atingidos pela decisão do TSE?

A ordem de remoção de conteúdos atingiu mais de mil links, incluindo perfis de parlamentares como Erika Hilton e Chico Alencar, além de figuras públicas como Leonardo Boff e Jean Wyllys.