Presidente da EBC aponta referências machistas em documento do partido sobre falha no horário eleitoral
A presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Antonia Pellegrino, acusou o Partido Liberal de cometer violência política de gênero nesta quinta-feira. A manifestação ocorreu após a legenda citá-la nominalmente em uma notícia-crime protocolada para investigar a falha de áudio na propaganda eleitoral do candidato Flávio Bolsonaro.
Segundo a dirigente da estatal, o documento jurídico utiliza termos que anulam sua identidade profissional ao tratá-la primariamente por vínculos familiares. A gestora apontou que o texto faz menções explícitas ao seu casamento com Marcelo Freixo e à amizade com a primeira-dama Janja da Silva, conforme informação divulgada por poder360.
O episódio gerou repercussão nacional após um problema técnico deixar o programa eleitoral sem som na última segunda-feira. Enquanto o Tribunal Superior Eleitoral atribuiu o erro operacional ao Pool de Mídias, a campanha do candidato buscou investigações judiciais envolvendo a administração da emissora pública.
Repercussão da falha no horário eleitoral e notas oficiais
A propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro foi exibida sem áudio durante a transmissão obrigatória do rádio e da televisão na última segunda-feira. A falha técnica gerou questionamentos imediatos por parte dos apoiadores e do próprio candidato sobre a integridade do processo de distribuição dos programas.
Inicialmente, o SBT atribuiu a responsabilidade do erro à Empresa Brasil de Comunicação, mas a emissora privada posteriormente voltou atrás e pediu desculpas públicas. A estatal negou veementemente qualquer participação no problema ocorrido durante a exibição.
Esclarecimentos do Tribunal Superior Eleitoral sobre o incidente
O Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a pane ocorreu durante a finalização dos arquivos operados pelo Pool de Mídias. De acordo com a Corte, os áudios dos programas de Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foram carregados de forma correta.
O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reexibição integral e gratuita do programa afetado. A transmissão corrigida ocorreu na quarta-feira seguinte, enquanto a campanha do candidato apresentou uma notícia-crime na 1ª Zona Eleitoral de Brasília para exigir apurações.
Acusações de violência política de gênero e medidas legais
Em vídeo publicado nas redes sociais, Antonia Pellegrino destacou que a menção em documentos oficiais e na imprensa reduz sua trajetória a estereótipos de gênero. A presidente da estatal afirmou que sua filiação partidária ao PT era conhecida, mas preferiram tratá-la como mulher de alguém.
A dirigente relatou ter sofrido ataques graves na internet, incluindo ofensas diretas de apoiadores políticos após desmentir boatos. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação afirmou já ter notificado os responsáveis por conteúdos falsos e prometeu acionar a Justiça contra quem não apagar as postagens.
Perguntas Frequentes
Por que Antonia Pellegrino acusa o PL de violência de gênero?
A presidente da Empresa Brasil de Comunicação criticou o Partido Liberal por citá-la como mulher e amiga de figuras públicas em uma notícia-crime, em vez de focar em sua atuação profissional na estatal.
Qual foi a falha ocorrida na propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro?
O programa eleitoral do candidato foi exibido sem áudio na segunda-feira devido a um erro técnico do Pool de Mídias na preparação dos arquivos enviados às emissoras de televisão.
O que o Tribunal Superior Eleitoral decidiu sobre o problema no horário eleitoral?
O tribunal determinou que o programa de Flávio Bolsonaro fosse reexibido integralmente pelas emissoras de rádio e televisão, o que aconteceu na quarta-feira seguinte à falha.
A Empresa Brasil de Comunicação teve culpa na falha de áudio?
Não, o Tribunal Superior Eleitoral e a própria estatal confirmaram que o erro ocorreu no processo de distribuição das mídias, eximindo a empresa pública de qualquer responsabilidade técnica.

