Ministra do STF aponta inviabilidade técnica e falta de dados a dias da votação, mantendo regras atuais.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, negou a extensão da gratuidade nos ônibus interestaduais para o segundo turno das eleições, conforme decisão emitida nesta sexta-feira.

A medida mantém as regras que asseguram o passe livre exclusivamente restrito ao transporte urbano municipal, intermunicipal e metropolitano, apontando inviabilidade operacional imediata.

A negativa ocorreu após análise de pedido apresentado pela Coligação de Lula, conforme informação divulgada por metroples, faltando apenas três dias para a votação oficial.

Decisão sobre transporte gratuito nas eleições

Antes de negar o pedido, a ministra Cármen Lúcia determinou que o Tribunal Superior Eleitoral prestasse informações detalhadas sobre a viabilidade da gratuidade para linhas que conectam municípios vizinhos em estados diferentes.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, respondeu que a delimitação reproduziu fielmente o julgamento anterior da ADPF 1.013 pelo Plenário da Corte suprema.

Competência da União e fiscalização da ANTT

O magistrado ressaltou que o transporte rodoviário interestadual é de competência exclusiva da União, sendo devidamente fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres em todo o território nacional.

Além disso, foram apontadas ausências de dados operacionais essenciais, como a identificação exata das linhas, o regime de prestação dos serviços e a respectiva fonte de custeio financeira.

Inviabilidade operacional e prazos eleitorais

A ministra destacou que seria juridicamente inviável alterar o entendimento do Plenário por decisão monocrática, pois não haveria tempo hábil para o TSE e os 27 Tribunais Regionais Eleitorais adotarem providências.

Com isso, a alteração de última hora poderia comprometer diretamente a segurança, a logística e a tranquilidade necessárias para o bom andamento do processo eleitoral brasileiro.

Perguntas Frequentes

O transporte interestadual será gratuito no segundo turno?

Não. A ministra Cármen Lúcia, do STF, negou o pedido de extensão da gratuidade para ônibus interestaduais nas Eleições, mantendo o passe livre apenas nos âmbitos municipal e intermunicipal.

Quais foram os motivos para a negativa da ministra Cármen Lúcia?

A decisão apontou inviabilidade operacional, falta de dados financeiros e operacionais essenciais, além da ausência de tempo hábil para o TSE e os TREs organizarem a medida a poucos dias da votação.

O que diz a decisão sobre o transporte urbano e metropolitano?

As regras anteriores permanecem inalteradas, assegurando o passe livre restrito apenas ao transporte público urbano municipal, intermunicipal e metropolitano durante o dia de votação.