Pesquisa revela que avaliação negativa dos ministros chega a 47% no país, impulsionada por crises recentes
A desaprovação popular à atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal atingiu o patamar mais alto da série histórica iniciada em 2019, alcançando 47% dos brasileiros, conforme dados divulgados neste sábado.
O levantamento do Datafolha, realizado nos dias 22 e 23 com 2.002 eleitores em todo o país e registrado no Tribunal Superior Eleitoral, mostra que a avaliação positiva da Corte caiu para 18%, o menor índice já registrado.
O crescimento da rejeição ocorre em meio a revelações sobre relações entre magistrados e figuras do setor financeiro, conforme informação divulgada por estdao, gerando debates acalorados sobre a conduta ética no tribunal.
Crise de imagem e repercussão política no STF
O aumento da desaprovação reflete diretamente no cenário político nacional, dividindo a percepção entre eleitores de diferentes correntes ideológicas e afetando a imagem institucional dos magistrados perante a opinião pública brasileira.
Entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva, 32% consideram o trabalho ótimo ou bom, enquanto entre eleitores de Flávio Bolsonaro esse índice despenca para apenas 6%, evidenciando a polarização sobre o tema.
A avaliação negativa também diverge entre os grupos políticos, somando 69% entre os eleitores ligados a Flávio Bolsonaro e 24% entre aqueles que declaram voto no atual presidente da República.
Condutas reprovadas pelos eleitores brasileiros
O levantamento detalhou quais comportamentos dos magistrados são considerados inaceitáveis pela população, revelando alto grau de exigência ética em relação aos julgamentos e às atividades particulares dos ministros da mais alta Corte.
A conduta com maior rejeição, alcançando 88%, é um membro do tribunal julgar processos de pessoas cujos advogados sejam seus próprios parentes, demonstrando forte preocupação com conflitos de interesses.
Outro ponto de forte reprovação, citado por 85% dos entrevistados, envolve a aceitação de convites para eventos pagos por empresas que possuem ações em tramitação no próprio tribunal superior.
Proposta de código de ética para magistrados
Diante do desgaste institucional, iniciativas internas tentam conter os danos à imagem do tribunal, embora medidas propostas pela presidência da Corte ainda enfrentem desafios práticos para sua efetiva implementação.
Um código de ética proposto pelo presidente do STF, Edson Fachin, conta com o endosso de 45% dos eleitores brasileiros, enquanto 33% se posicionam contra a regulamentação da conduta dos magistrados.
O apoio à medida é mais expressivo entre os eleitores petistas, chegando a 53%, ao passo que entre os eleitores de Flávio Bolsonaro o índice de aprovação da proposta regulatória fica em 41%.
Perguntas Frequentes
Qual o índice de desaprovação do STF na pesquisa Datafolha?
A desaprovação da atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal atingiu 47%, o patamar mais alto registrado na série histórica iniciada em 2019.
Quais foram os principais motivos apontados para a queda na avaliação do STF?
O aumento da rejeição ocorre na esteira de revelações sobre indícios que ligam ministros da Corte a figuras do setor financeiro e debates sobre a ética em eventos e julgamentos.
O que pensam os eleitores sobre um código de ética para o STF?
Segundo o Datafolha, 45% dos eleitores aprovam a criação de um código de ética proposto para disciplinar a conduta dos magistrados, enquanto 33% são contrários.
