Dispositivo inovador transforma glicose em gluconato sem o uso de hormônios como a insulina.
O controle do nível de açúcar no corpo de pessoas diabéticas é um dos principais focos da comunidade científica atualmente, buscando alternativas eficientes para o tratamento convencional.
Para evitar o uso de hormônios como a insulina, pesquisadores da Suíça criaram um dispositivo que usa eletricidade para lidar com a glicose de forma totalmente automatizada.
A novidade científica foi publicada na revista Science em 22 de outubro, conforme informação divulgada por metroples.
Como funciona o implante de grafeno
O pequeno implante, feito de grafeno, ouro e platina, cria uma corrente elétrica que transforma a glicose em gluconato, uma substância que é eliminada pelo corpo na urina.
O dispositivo usa uma frequência de 13,56 MHz para promover essa transformação química no organismo dos pacientes, operando em uma voltagem considerada muito baixa pelos cientistas.
Testes bem-sucedidos em ratos diabéticos
Por enquanto, o implante só foi testado em ratos diabéticos, demonstrando resultados expressivos no controle da doença durante os experimentos laboratoriais realizados recentemente.
Os animais tiveram a glicose bem controlada e ainda perderam peso, pois o excesso de açúcar não foi transformado em gordura, evitando efeitos colaterais comuns em outros tratamentos.
Segurança e regulação automática
Martin Fussenegger, pesquisador da ETH Zurich em Basel, na Suíça, explicou que os experimentos não mostraram evidências de danos aos tecidos, seja por efeitos elétricos ou térmicos.
Para evitar que a energia elétrica diminua demais os níveis de açúcar, o sistema ficará conectado a um medidor convencional e se desliga automaticamente quando a glicose normaliza.
Perguntas Frequentes
Como o implante reduz o açúcar no sangue?
O dispositivo feito de grafeno, ouro e platina cria uma corrente elétrica usando uma frequência de 13,56 MHz para transformar a glicose em gluconato, que é eliminado na urina.
O novo dispositivo já foi testado em humanos?
Não, por enquanto o implante de eletricidade só foi testado em ratos diabéticos, mas os pesquisadores pretendem desenvolvê-lo para realizar testes clínicos em humanos.
O implante pode causar hipoglicemia?
Para evitar que a energia diminua demais os níveis de açúcar, o sistema ficará conectado a um medidor de glicose e se desligará automaticamente quando o valor voltar ao normal.
Quem desenvolveu o implante elétrico para diabetes?
A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da ETH Zurich em Basel, na Suíça, liderados pelo cientista Martin Fussenegger, com resultados publicados na revista Science.

