Wolney Queiroz afirmou em entrevista que mudanças na aposentadoria reduzen a renda e penalizam a classe trabalhadora.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, declarou nesta quinta-feira que a reforma aprovada em 2019 foi prejudicial aos trabalhadores. A declaração foi dada durante entrevista ao portal poder360, repercutindo amplamente no cenário político nacional.
Segundo o titular da pasta, as regras implementadas no governo anterior impuseram condições mais duras para a aposentadoria e reduziram a renda de diversos pensionistas brasileiros. O ministro assumiu o cargo em maio de 2025, sucedendo Carlos Lupi na gestão do governo Lula, conforme informação divulgada por poder360.
A entrevista abordou projeções fiscais de longo prazo, a sustentabilidade da seguridade social e alternativas para evitar o corte de direitos. O debate sobre o futuro do sistema previdenciário brasileiro ganha novos contornos com a posição firme do representante do PDT.
Críticas à reforma da Previdência de 2019
O ministro classificou a reforma da Previdência de 2019 como uma medida dura e até criminosa para o cidadão. Para ele, as alterações estruturais serviram apenas para ferirar o trabalhador, rejeitando a tese de que novas restrições sejam inevitáveis.
Questionado sobre dados do Balanço Geral da União de 2025 que apontam um deficit multibilionário até 2100, o ministro contestou a premissa. Ele lembrou que o artigo 195 da Constituição determina o financiamento coletivo da seguridade social pela sociedade.
Princípio da solidariedade no sistema previdenciário
Wolney Queiroz destacou que o sistema brasileiro é fundamentado no princípio da solidariedade, onde a arrecadação envolve empregadores, trabalhadores e orçamentos públicos. A Constituição Federal, segundo ele, não exige superavit financeiro na previdência.
Para o chefe da pasta da Previdência Social, a análise de longo prazo não deve ignorar que o modelo funciona como uma rede de proteção coletiva, incluindo auxílios para acidentes e suporte vital para quem precisa de renda em momentos críticos.
Alternativas para o financiamento da Previdência
Em vez de elevar a idade mínima ou o tempo de contribuição, a gestão atual aposta na inclusão de informais e microempreendedores individuais. A estratégia envolve educação financeira para estimular a arrecadação autônoma sem penalizar os segurados.
Outro ponto levantado envolve a revisão de renúncias fiscais. O ministro defendeu que o debate sobre receitas deve incluir a redução das desonerações da folha de pagamento concedidas a empresas, apontadas como causa de perdas na arrecadação federal.
Perguntas Frequentes
O que o ministro Wolney Queiroz falou sobre a reforma de 2019?
O ministro da Previdência Social afirmou que a reforma da Previdência aprovada em 2019 foi prejudicial e reduziu a renda dos aposentados.
Quais são as alternativas propostas para o deficit da Previdência?
O governo defende a inclusão de trabalhadores informais e MEIs no sistema, além da revisão das desonerações da folha de pagamento das empresas.
O que diz a Constituição sobre o financiamento da seguridade social?
O artigo 195 estabelece que a seguridade social é financiada por toda a sociedade, incluindo recursos públicos, empregadores e trabalhadores, sem exigir superavit.
