País vota pela primeira vez desde os ataques de outubro de 2023, definindo o futuro político de Benjamin Netanyahu.
Israel vai às urnas nesta terça-feira pela primeira vez desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. O pleito coloca em jogo o futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Um total de 7,3 milhões de eleitores estão aptos a votar para definir os rumos da política israelense em meio a conflitos regionais e profundas divisões sociais internas.
A disputa acirrada opõe a atual coalizão governista a um bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, conforme informação divulgada por terra.
Cenário político e blocos em disputa
O partido nacionalista Likud, de Benjamin Netanyahu, busca manter o poder ao lado da direita religiosa supremacista e de legendas ultraortodoxas.
Na oposição, o bloco liderado pelo ex-chefe do Estado-Maior Gadi Eisenkot aparece empatado nas pesquisas recentes, com projeções entre 52 e 56 cadeiras.
Para governar com maioria plena no parlamento, conhecido como Knesset, são necessárias pelo menos 61 cadeiras das 120 disponíveis.
Impacto da guerra e tensões regionais
A campanha eleitoral foi marcada por escaladas militares, incluindo ações de Israel contra o Irã, o sul do Líbano e a Cisjordânia ocupada.
Netanyahu tentou capitalizar o apoio do presidente americano Donald Trump para reforçar sua imagem de líder na segurança nacional israelense.
No entanto, o premiê enfrenta acusações formais de crimes de guerra e lidou com forte isolamento internacional devido à ofensiva militar na Faixa de Gaza.
O papel estratégico do voto árabe
As legendas árabes e palestinas que atuam em Israel aparecem com cerca de 14 cadeiras nas pesquisas, sendo fundamentais para a formação de governos.
Os grandes blocos judeus tradicionalmente evitam incluir partidos árabes em coalizões, criando um impasse político em cenários de empate técnico.
A reconstrução de Gaza e a solução de dois Estados ficaram praticamente ausentes dos debates principais conduzidos pelos candidatos israelenses.
Sistema eleitoral e funcionamento da Knesset
O parlamento israelense é composto por 120 deputados eleitos por meio de um sistema de votação proporcional integral em lista partidária.
Para garantir assentos na Knesset, as legendas precisam ultrapassar a cláusula de barreira mínima de 3,25% dos votos válidos no país.
A participação eleitoral anterior chegou a 70,6%, refletindo a alta polarização entre os setores seculares e religiosos da sociedade.
Perguntas Frequentes
Quando acontecem as eleições em Israel?
As eleições em Israel ocorrem nesta terça-feira, marcando a primeira ida às urnas desde os ataques de 7 de outubro de 2023.
Quem são os principais candidatos nas eleições israelenses?
A disputa principal ocorre entre o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o bloco de oposição liderado pelo general Gadi Eisenkot.
Quantas cadeiras são necessárias para governar em Israel?
O parlamento israelense, a Knesset, possui 120 cadeiras, sendo necessárias pelo menos 61 para formar uma maioria parlamentar estável.

