Papéis da varejista registram maior queda diária desde 1994 com impacto da curva de juros na Bolsa de Valores

A virada e a consequente vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocaram uma forte reprecificação na curva de juros local nesta segunda-feira na Bolsa de Valores brasileira.

O movimento de instabilidade financeira afetou em cheio as chamadas ações cíclicas domésticas, que são ativos do mercado financeiro mais sensíveis às oscilações da taxa Selic.

A liderança absoluta entre as maiores quedas do pregão ficou com os papéis do Magazine Luiza, conforme informação divulgada por valorglobo.

Impacto da taxa Selic nas ações do varejo

As ações do Magazine Luiza cederam 58,23% durante o pregão desta segunda-feira, assustando investidores e analistas do mercado financeiro brasileiro.

Esse desempenho negativo representa o maior recuo diário da empresa desde julho de 1994, de acordo com um levantamento oficial feito pelo VALOR DATA.

Reprecificação na curva de juros local

O cenário econômico foi fortemente alterado após o resultado das eleições presidenciais, gerando cautela em relação às empresas de consumo e varejo.

A alta sensibilidade das companhias do setor às taxas de juros agravou a desvalorização dos papéis na Bolsa de Valores ao longo do dia.

Desempenho histórico do Magazine Luiza

O tombo histórico de mais de 58% marca um dos momentos mais desafiadores para os acionistas da varejista fundada por Luiza Trajano.

Especialistas continuam monitorando os reflexos da política econômica do governo do PT sobre os ativos de empresas cíclicas na economia.

Perguntas Frequentes

Por que as ações do Magazine Luiza despencaram?

Os papéis caíram devido à reprecificação na curva de juros após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, afetando empresas sensíveis à taxa Selic.

Qual foi o tamanho da queda do Magazine Luiza na Bolsa?

As ações da varejista recuaram 58,23% em um único dia, registrando a maior baixa diária da empresa desde julho de 1994.

O que são ações cíclicas domésticas?

São ativos de companhias como o Magazine Luiza que dependem diretamente do consumo interno e sofrem mais com a alta dos juros.