Telescópio James Webb revela nuvens de minerais vaporizados em exoplaneta extremo
Um exoplaneta rochoso extremamente quente, conhecido como TOI-561 b, surpreendeu a comunidade científica ao apresentar uma densa atmosfera composta por nuvens refletoras. A descoberta foi realizada por pesquisadores que utilizaram o Telescópio Espacial James Webb durante dezenas de horas de observação astronômica.
O estudo detalha que o mundo rochoso, antes considerado inóspito demais para reter gases ao redor, é envolto por uma camada brilhante de minerais silicatados vaporizados. Essa descoberta desafia os modelos tradicionais sobre como planetas tão próximos de suas estrelas conseguem manter uma atmosfera intacta.
A pesquisa foi liderada pela professora Lisa Dang, da Universidade de Waterloo, e publicada no periódico científico The Astronomical Journal, conforme informação divulgada por xx.
Observações com o Telescópio James Webb
A equipe de cientistas utilizou o instrumento NIRSpec do observatório espacial para monitorar o planeta durante trinta e sete horas. O período de acompanhamento permitiu registrar quase quatro voltas completas do corpo celeste ao redor de sua estrela hospedeira.
A técnica empregada, chamada de curva de fase, mediu as variações de brilho e calor ao longo da órbita. Os dados indicam que o planeta lava reflete grande parte da luz estelar recebida e redistribui o calor uniformemente.
Nuvens minerais agem como protetor solar
O lado diurno do planeta apresentava temperaturas inferiores às previstas para uma rocha escura e nua. Para solucionar esse enigma, os pesquisadores analisaram o lado noturno e constataram que o corpo celeste reflete cerca de três quartos da luz que atinge sua superfície.
Simulações climáticas indicam que nuvens formadas por minerais de silicato, como dióxido de silício e silicato de magnésio, funcionam como um protetor solar natural. Essa barreira mantém o TOI-561 b mais frio e evita que sua atmosfera seja dissipada pelo calor extremo.
Origem dos gases na atmosfera exoplanetária
A composição química exata da atmosfera continua sendo um mistério para os astrônomos. Os cientistas avaliam que o envoltório gasoso pode ser denso em dióxido de carbono ou rico em dióxido de vapor sulfuroso.
Como o exoplaneta possui um oceano de rocha derretida em toda a sua extensão, esse interior vulcânico ativo pode funcionar como uma fonte contínua de gases. O estudante Samuel Boucher iniciou a pesquisa durante um estágio na Universidade de Montreal, colaborando com a equipe internacional.
Perguntas Frequentes
O que é o exoplaneta TOI-561 b?
O TOI-561 b é um planeta rochoso e extremamente quente, coberto por um oceano de lava, que orbita muito próximo de sua estrela.
Como o Telescópio James Webb estudou o planeta?
Os cientistas usaram o instrumento NIRSpec por trinta e sete horas para analisar a curva de fase e medir o brilho e o calor do corpo celeste.
Por que o planeta possui nuvens de minerais?
Nuvens formadas por compostos silicatados refletem a luz estelar, funcionando como um protetor solar que resfria o planeta e preserva sua atmosfera.

